INOVAÇÕES (E NOVAS AÇÕES) A FAVOR DO ENSINO E APRENDIZAGEM
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As novas ferramentas informáticas
tornam-se cada vez mais presentes na práxis pedagógica. Elas são ingressadas e
utilizadas nas escolas de diferentes maneiras, mas o investimento só vale a
pena se melhorar a qualidade de Educação.
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As políticas públicas parecem estar mais
envolvidas em equipar as escolas com infraestrutura computacional, afirma
Scachetti (revista Nova Escola, nº253, 2012). O Ministério da Educação (MEC) e
os governos estaduais e municipais têm vangloriado a distribuição de
maquinário, gastando milhões de reais destinados à compra de aparelhos
tecnológicos – tablets para
professores do Ensino Médio, laptops
educacionais (UCA), laboratórios de informática (PROINFO) –, mas a presença das
máquinas não é garantia de aprimoramento da aprendizagem no Brasil. A autora
analisa o processo de incorporação das TICs, e declara que ele se volta para um
investimento mais direcionado na aquisição de equipamentos, e muito pouco nas
condições reais de sua utilização.
O
PAPEL DA ESCOLA NO INCENTIVO AO ACESSO AOS VEÍCULOS DE INFORMAÇÃO
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A euforia geral com a tecnologia atinge
as instituições que se localizam no campo, cuja educação escolar, muitas vezes
ainda precária, encontra mais um desafio: o de ampliar o acesso dos alunos á
tecnologia computacional.
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A Escola Municipal Prof. Antônio M.
Alves, localizada na zona rural, pertencente á Rede Municipal de Ensino de
Belmiro Braga-MG, vivencia no seu cotidiano experiências ainda limitadas no uso
das TIC’s por uma parcela muito restrita dos seus alunos, constatando-se
desigualdades no acesso a esses veículos de informação, o que evidencia a
questão do capital cultural familiar (conceito formulado por Bourdieu, a partir
da década de 60). Portanto, entende-se que esses alunos não têm o hábito de pesquisa
nos veículos de informação (jornal, revista, livros, computador, internet,
celular etc.) fora da escola, que sejam capazes de produzir o acesso a elementos
relacionados aos assuntos escolares. Por outro lado, a dificuldade de
transporte na região, que pudesse diminuir a distância da maioria desses alunos
até a escola, impossibilita que eles sejam frequentadores do laboratório de
informática fora do horário de aula.
Pouco mais de cinco anos desde o
inicio das solicitações de acesso ao Programa de Inclusão Digital (2008), hoje,
a Sede do Município possui um Telecentro e todas as suas escolas publicas uma Sala
de Computadores,
com acesso à Internet, softwares educacionais e programas básicos (editores de
texto, planilhas de cálculo, etc). E apesar
dos obstáculos enfrentados por essas instituições, localizadas numa região
economicamente menos privilegiada, e considerando-se as dificuldades de acesso
aos equipamentos tecnológicos e redes de última geração, a gestão de educação
municipal tenta combater o analfabetismo digital.
Procurada, a Coordenadora da Escola
Municipal Prof. Antônio M. Alves, Sra. Madalena Sofia G. dos Santos, diz: “(...)
infelizmente, temos tido dificuldades em realizar uma rápida transição de
inovações às novas formas de aprender com as tecnologias digitais (...) a
Secretaria de Educação já conseguiu instalar em todas as suas escolas um
laboratório de informática, e continua investindo em equipamentos para não
privar os alunos de oportunidades importantes de aprendizagem (...) preparar os
alunos para esse mundo da cultura da informação (...) os olhinhos das nossas
crianças, brilham quando tem contato com o computador, isso é novidade para a
maioria deles. Porém, eles associam ainda o computador às atividades de
divertimento, sem perceber o potencial que este meio pode oferecer em termos de
novos conhecimentos (...) também acho que falta capacitação para os professores
da nossa escola para o uso dessas novas ferramentas tecnológicas (...).” Não
basta apenas ter bons computadores e internet para ligar-se a inclusão digital,
concorda Sandra Regina dos S Silva, responsável pelo laboratório de informática
da Escola, que revela: ”(...) a maior dificuldade é em relação
à motivação dos professores em utilizar a informática como uma grande ferramenta
para o processo de ensino e aprendizagem, pois muitos estão despreparados.”
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| E. M. Prof. Antônio M. Alves |
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| 2ºAno do E. F. - E. M. Prof. Antônio M. Alves |
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| 1ºAno do E. F. - E. M. Prof. Antõnio M.. Alv |
O Ex-Secretário de Educação, e atual Vice-Prefeito eleito
neste ano, Sr. Jardel Souza Morais, declara que o mais importante é ver o aluno interessado fazer o bom uso da
informática, estendendo um olhar crítico sobre as informações acessadas pelas
TIC’s. Ele também concorda com a necessidade da capacitação dos profissionais
da escola, que deve ter todo o apoio da prefeitura local, ou também do próprio
PROINFO, na preparação para auxiliar os alunos no uso do computador, no diálogo
com outras escolas, com o outro, no uso contínuo dessas relações, e acrescenta:
“(...) é necessário lutar por uma aproximação da criança com o
mundo da informação, tentando diminuir a distância que ainda existe (...) o
único caminho é a criança estar usando a tecnologia na escola (...), mas que
seja uma escola de tempo integral, facilitadora da interação com esse mundo
moderno (...) só se pode provocar isto quando assumimos que essa ausência está
relacionada à realidade de pobreza no campo, dificultando o acesso aos recursos
tecnológicos (...), a única oferta ainda é o espaço coletivo, que oportunize a
utilização das TIC’s por estas crianças. Somente uma escola integral pode
permitir que nossos alunos tornem-se usuários dessas inovações, (...).” O mesmo enfatiza que, apesar das escolas já possuírem suas salas de informática, problemas como a quantidade ainda insuficiente de computadores para atender estes estudantes, a baixa velocidade da internet (600 MB), o roubo de todos os equipamentos na Escola Wolf Klabin, entre outros, são também obstáculos ao aproveitamento das potencialidades dos recursos da informática nas escolas do município.
Percebe-se então, a necessidade de
um conjunto de ações que compreende, principalmente, a qualificação do
professor, para que este possa estar ao lado dos alunos conduzindo e
selecionando um bom programa educativo. E também, a de seu envolvimento e
compromisso com a tarefa de educar para a inovação e criação, inspirando-o a
inserir o uso da Informática nos projetos da escola.
A TECNOLOGIA ATRAI NOVAS FORMAS
DE PENSAR A EDUCAÇÃO
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Ao utilizar recursos de
informática na sala de aula, experiências pioneiras se tornam agentes de
transformação.
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Muitas novidades eletrônicas – como a lousa digital, a rede social edmodo.com (comunidade fechada e voltada para o universo educativo), o email –, e a contínua popularização das tecnologias – tablets, conexão rápida com a Internet, games de última geração para os alunos –, trazem novas perspectivas para uma relação mais dialógica na escola. O computador, que muda o foco de ensino dos meios tradicionais de instrução para o construtivismo, pode enriquecer ambientes de aprendizagem. O ensino baseado em jogos, por exemplo, melhora a eficiência da aprendizagem de determinados assuntos, pois estimulam o desafio, proporcionando uma aproximação significativa entre os alunos e os conteúdos curriculares. Pode-se saber mais sobre o assunto na página: jogos.conexaoalunos.rj.gov.br/oje/
A vida
de estudantes e educadores pode ser impactada por novas tendências que vão
exigir uma corrida das instituições públicas, como na E. M. Prof. Antônio M.
Alves, para otimizar os recursos oferecidos pelos sistemas tecnológicos. Porém,
não se deve impor determinados padrões e usos desses recursos, se fazendo uma
interpretação equivocada da sua utilização, que possa transformá-la em uma
dificuldade. Segundo
Paulo Blikstein (NovaEscola, out. 2012), a inclusão no campo pode ser incentivada pelo
uso de métodos científicos que ajude a resolver problemas locais, na prática.
De acordo com a identificação das reais necessidades dos sujeitos envolvidos,
essa tecnologia vem a se constituir como mediadora dos processos de
aprendizagem. Em oficinas no Mato Grosso, por exemplo, as crianças criaram um sistema
de irrigação automático, diminuindo a
temperatura dos dormitórios a custo zero (analisando o fluxo de ar e
redirecionando os ventiladores), o que Blikstein define como utilização de
método científico na prática.
Hoje, já se pode trocar o
simples acesso a internet e os jogos educativos por um lugar de criação de
projetos e construção de protótipos. Blikstein ainda afirma que, a sala de aula
permite investigações similares às dos laboratórios de um pesquisador, ou de um
engenheiro, ou de um cineasta. Com um tablet com câmera e sensores eletrônicos
é possível investigar porque a poluição é maior em um ponto do rio : o aluno
colhe amostra da água, faz medição, fotografa o córrego, analisa a densidade
populacional e, com linguagens de programação para crianças pode-se criar um
programa que explica o motivo da poluição. Inacreditável? A tecnologia pode
revolucionar o ensino, porém não pode
abandonar o compromisso com a qualidade de educação.
Para investigar o assunto e mapear práticas inovadoras nas escolas, visite o site WWW.fundacaotelefonica.com.br
Se
observa uma diferenciação das formas de inserção, das necessidades e
possibilidades de uso das tecnologias em várias escolas do País. De acordo com os
depoimentos, e conversas informais com as crianças da
Escola Municipal Prof. Antônio M. Alves, localizada no distrito de Porto das Flores - MG., fica evidente o desejo de acesso às ferramentas informáticas no cotidiano escolar, e o posicionamento político de que o acesso à
informação é direito de todos. Porém, também fica expresso que esses sujeitos ainda sofrem
um processo seletivo de inserção social, que acompanha os avanços tecnológicos, que não se desenvolvem separados da realidade dos moradores locais, e que resulta numa ação de exclusão digital.
Referências:
Nova Escola,
ano XXVII, nº25, out. 2012;
Presença
Pedagógica, Ed. Dimensão: BH., v.18/N.107;
Nova Escola,
ano XXVII, nº252, Jun/jul 2012-11-06;
Presença
Pedagógica, Ed. Dimensão: BH., v. 18, N. 106;
Presença
Pedagógica, Ed. Dimensão: BH., v. 18, N.104;
Entrevistas
realizadas na Escola Municipal Prof. Antônio M. Alves, no Distrito de Porto das
Flores – MG;



mt boa sua matéria.. tá de parabéns bebella...
ResponderExcluirLi seu trabalho, como amiga,não como uma expert em informatica na educação.Para mim também é novidade,estou dando meus primeiros passos,prém,me comove saber que nossos irmãozinhos não tém oportunidade de utilizar a internet para auxiliar em seus estudos.Parabéns,foi muito bém colocado por vc essa situação.De certo forma é bom que todos tenham conhecimento que bem perto nos,exita escola que não faz uso da informatica na educação.
ResponderExcluirbom seu trabalho, que bom se a infoeducaçao estivesse ja em todas as escolas brasileiras.
ResponderExcluirAdorei sua reportagem sobre nossa escola,parabéns!!!!
ResponderExcluirSandra Silva da Escola de Porto das Flores