domingo, 11 de novembro de 2012

Robótica


A ROBÓTICA NA EDUCAÇÃO 



                           O que é necessário para iniciar estudos de robótica educacional? 

          Segue resumo breve e não definitivo das principais necessidades e ações: 
         a) Liguagem de programação. Neste link você consegue resolver a primeira questão.
         b) Interface de robótica. Há diversas interfaces disponíveis no mercado.  
         c) Suprimentos:  motores, cabos, parafusos, arruelas, correias, engrenagens, ferramentas, conectores e tantos outros dispositivos. 

       Considere robótica educacional como uma iniciativa que demanda constante suprimento. É altamente aconselhável reunir sucata para os trabalhos. Desmonste equipamentos eletrônicos velhos, drives de CD, fontes de computadores, videocassetes e busque neles as peças necessárias. Pode ser muito mais barato!
         Pode ser útil estudar programação  (há ótimos trabalhos de "robótica" sem inteligência computacional).    Para fazer um equipamento eletrônico, com articulações, movimento e funções, é necessário inserir a lógica computacional através de um programa. Na robótica educacional se utiliza, principalmente, a Linguagem LOGO.

                                                                                    (Por Rodrigo Barbosa e Silva)



Colégio Magister: http://magister.com.br/



                                                             

EM BREVE ! ! !



sábado, 10 de novembro de 2012

Informática na Educação: a favor do ensino e aprendizagem

  INOVAÇÕES (E NOVAS AÇÕES) A FAVOR DO ENSINO E APRENDIZAGEM

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As novas ferramentas informáticas tornam-se cada vez mais presentes na práxis pedagógica. Elas são ingressadas e utilizadas nas escolas de diferentes maneiras, mas o investimento só vale a pena se melhorar a qualidade de Educação.
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            As políticas públicas parecem estar mais envolvidas em equipar as escolas com infraestrutura computacional, afirma Scachetti (revista Nova Escola, nº253, 2012). O Ministério da Educação (MEC) e os governos estaduais e municipais têm vangloriado a distribuição de maquinário, gastando milhões de reais destinados à compra de aparelhos tecnológicos – tablets para professores do Ensino Médio, laptops educacionais (UCA), laboratórios de informática (PROINFO) –, mas a presença das máquinas não é garantia de aprimoramento da aprendizagem no Brasil. A autora analisa o processo de incorporação das TICs, e declara que ele se volta para um investimento mais direcionado na aquisição de equipamentos, e muito pouco nas condições reais de sua utilização.


O PAPEL DA ESCOLA NO INCENTIVO AO ACESSO AOS VEÍCULOS DE INFORMAÇÃO
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A euforia geral com a tecnologia atinge as instituições que se localizam no campo, cuja educação escolar, muitas vezes ainda precária, encontra mais um desafio: o de ampliar o acesso dos alunos á tecnologia computacional.
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            A Escola Municipal Prof. Antônio M. Alves, localizada na zona rural, pertencente á Rede Municipal de Ensino de Belmiro Braga-MG, vivencia no seu cotidiano experiências ainda limitadas no uso das TIC’s por uma parcela muito restrita dos seus alunos, constatando-se desigualdades no acesso a esses veículos de informação, o que evidencia a questão do capital cultural familiar (conceito formulado por Bourdieu, a partir da década de 60). Portanto, entende-se que esses alunos não têm o hábito de pesquisa nos veículos de informação (jornal, revista, livros, computador, internet, celular etc.) fora da escola, que sejam capazes de produzir o acesso a elementos relacionados aos assuntos escolares. Por outro lado, a dificuldade de transporte na região, que pudesse diminuir a distância da maioria desses alunos até a escola, impossibilita que eles sejam frequentadores do laboratório de informática fora do horário de aula.
            Pouco mais de cinco anos desde o inicio das solicitações de acesso ao Programa de Inclusão Digital (2008), hoje, a Sede do Município possui um Telecentro e todas as suas escolas publicas uma Sala de Computadores, com acesso à Internet, softwares educacionais e programas básicos (editores de texto, planilhas de cálculo, etc). E apesar dos obstáculos enfrentados por essas instituições, localizadas numa região economicamente menos privilegiada, e considerando-se as dificuldades de acesso aos equipamentos tecnológicos e redes de última geração, a gestão de educação municipal tenta combater o analfabetismo digital. 

E. M. Prof. Antônio M. Alves
 Procurada, a Coordenadora da Escola Municipal Prof. Antônio M. Alves, Sra. Madalena Sofia G. dos Santos, diz: “(...) infelizmente, temos tido dificuldades em realizar uma rápida transição de inovações às novas formas de aprender com as tecnologias digitais (...) a Secretaria de Educação já conseguiu instalar em todas as suas escolas um laboratório de informática, e continua investindo em equipamentos para não privar os alunos de oportunidades importantes de aprendizagem (...) preparar os alunos para esse mundo da cultura da informação (...) os olhinhos das nossas crianças, brilham quando tem contato com o computador, isso é novidade para a maioria deles. Porém, eles associam ainda o computador às atividades de divertimento, sem perceber o potencial que este meio pode oferecer em termos de novos conhecimentos (...) também acho que falta capacitação para os professores da nossa escola para o uso dessas novas ferramentas tecnológicas (...).” Não basta apenas ter bons computadores e internet para ligar-se a inclusão digital, concorda Sandra Regina dos S Silva, responsável pelo laboratório de informática da Escola, que revela: ”(...) a maior dificuldade é em relação à motivação dos professores em utilizar a informática como uma grande ferramenta para o processo de ensino e aprendizagem, pois muitos estão despreparados.”

2ºAno do E. F. - E. M. Prof. Antônio M. Alves
Os processos inovadores na Educação, com foco na qualidade de ensino e nos recursos da tecnologia, tem por objetivo desenvolver habilidades e o potencial dos alunos: criatividade, colaboração, resolução de problemas, organização de informações, uso efetivo da tecnologia e cidadania digital.           



 
                                                                           
1ºAno do E. F. - E. M. Prof. Antõnio M.. Alv
 A tecnoeducação, conceito que leva em conta o uso da tecnologia em favor da qualidade de educação, não exige que todos os professores se tornem um expert em tecnologia, Mas, é importante a presença de profissionais com perfil técnico, que tenha formação básica em pedagogia, e faça a ponte com docentes e coordenadores pedagógicos. Porém, sem que se dispense a formação continuada dos professores. Quanto menos dificuldades no uso das tecnologias, mais incentivo para inovar.                                                                         


             O Ex-Secretário de Educação, e atual Vice-Prefeito eleito neste ano, Sr. Jardel Souza Morais, declara que o mais importante é ver o aluno interessado fazer o bom uso da informática, estendendo um olhar crítico sobre as informações acessadas pelas TIC’s. Ele também concorda com a necessidade da capacitação dos profissionais da escola, que deve ter todo o apoio da prefeitura local, ou também do próprio PROINFO, na preparação para auxiliar os alunos no uso do computador, no diálogo com outras escolas, com o outro, no uso contínuo dessas relações, e acrescenta: “(...) é necessário lutar por uma aproximação da criança com o mundo da informação, tentando diminuir a distância que ainda existe (...) o único caminho é a criança estar usando a tecnologia na escola (...), mas que seja uma escola de tempo integral, facilitadora da interação com esse mundo moderno (...) só se pode provocar isto quando assumimos que essa ausência está relacionada à realidade de pobreza no campo, dificultando o acesso aos recursos tecnológicos (...), a única oferta ainda é o espaço coletivo, que oportunize a utilização das TIC’s por estas crianças. Somente uma escola integral pode permitir que nossos alunos tornem-se usuários dessas inovações, (...).” O mesmo enfatiza que, apesar das escolas já possuírem suas salas de informática, problemas como a quantidade  ainda insuficiente de computadores para atender estes estudantes, a baixa velocidade da internet (600 MB), o roubo de todos os equipamentos na Escola Wolf Klabin, entre outros, são também obstáculos ao aproveitamento das potencialidades dos recursos da informática nas escolas do município.
            Percebe-se então, a necessidade de um conjunto de ações que compreende, principalmente, a qualificação do professor, para que este possa estar ao lado dos alunos conduzindo e selecionando um bom programa educativo. E também, a de seu envolvimento e compromisso com a tarefa de educar para a inovação e criação, inspirando-o a inserir o uso da Informática nos projetos da escola.
           


A TECNOLOGIA ATRAI NOVAS FORMAS DE PENSAR A EDUCAÇÃO

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Ao utilizar recursos de informática na sala de aula, experiências pioneiras se tornam agentes de transformação.
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          Muitas novidades eletrônicas – como a lousa digital, a rede social edmodo.com (comunidade fechada e voltada para o universo educativo), o email –, e a contínua popularização das tecnologias – tablets, conexão rápida com a Internet, games de última geração para os alunos –, trazem novas perspectivas para uma relação mais dialógica na escola. O computador, que muda o foco de ensino dos meios tradicionais de instrução para o construtivismo, pode enriquecer ambientes de aprendizagem. O ensino baseado em jogos, por exemplo, melhora a eficiência da aprendizagem de determinados assuntos, pois estimulam o desafio, proporcionando uma aproximação significativa entre os alunos e os conteúdos curriculares. Pode-se saber mais sobre o assunto na página:  jogos.conexaoalunos.rj.gov.br/oje/
         A vida de estudantes e educadores pode ser impactada por novas tendências que vão exigir uma corrida das instituições públicas, como na E. M. Prof. Antônio M. Alves, para otimizar os recursos oferecidos pelos sistemas tecnológicos. Porém, não se deve impor determinados padrões e usos desses recursos, se fazendo uma interpretação equivocada da sua utilização, que possa transformá-la em uma dificuldade. Segundo Paulo Blikstein (NovaEscola, out. 2012), a  inclusão no campo pode ser incentivada pelo uso de métodos científicos que ajude a resolver problemas locais, na prática. De acordo com a identificação das reais necessidades dos sujeitos envolvidos, essa tecnologia vem a se constituir como mediadora dos processos de aprendizagem. Em oficinas no Mato Grosso, por exemplo, as crianças criaram um sistema de irrigação automático,  diminuindo a temperatura dos dormitórios a custo zero (analisando o fluxo de ar e redirecionando os ventiladores), o que Blikstein define como utilização de método científico na prática.   
            Hoje, já se pode trocar o simples acesso a internet e os jogos educativos por um lugar de criação de projetos e construção de protótipos. Blikstein ainda afirma que, a sala de aula permite investigações similares às dos laboratórios de um pesquisador, ou de um engenheiro, ou de um cineasta. Com um tablet com câmera e sensores eletrônicos é possível investigar porque a poluição é maior em um ponto do rio : o aluno colhe amostra da água, faz medição, fotografa o córrego, analisa a densidade populacional e, com linguagens de programação para crianças pode-se criar um programa que explica o motivo da poluição. Inacreditável? A tecnologia pode revolucionar o ensino, porém não pode abandonar o compromisso com a qualidade de educação.

            Para investigar o assunto e mapear práticas inovadoras nas escolas, visite o site WWW.fundacaotelefonica.com.br


            Se  observa uma diferenciação das formas de inserção, das necessidades e possibilidades de uso das tecnologias em várias escolas do País. De acordo com os depoimentos, e conversas informais com as crianças da Escola Municipal Prof. Antônio M. Alves, localizada no distrito de Porto das Flores - MG., fica evidente o desejo de acesso às ferramentas informáticas no cotidiano escolar, e o posicionamento político de que o acesso à informação é direito de todos. Porém, também fica expresso que esses sujeitos ainda sofrem um processo seletivo de inserção social, que acompanha os avanços tecnológicos, que não se desenvolvem separados da  realidade dos moradores locais, e que resulta numa ação de exclusão digital.







Referências:


Nova Escola, ano XXVII, nº25, out. 2012;
Presença Pedagógica, Ed. Dimensão: BH., v.18/N.107;
Nova Escola, ano XXVII, nº252, Jun/jul 2012-11-06;
Presença Pedagógica, Ed. Dimensão: BH., v. 18, N. 106;
Presença Pedagógica, Ed. Dimensão: BH., v. 18, N.104;
Entrevistas realizadas na Escola Municipal Prof. Antônio M. Alves, no Distrito de Porto das Flores – MG;